Minha participação no 1° Colóquio Franco-Brasileiro de Análise e Criação Musicais com Suporte Computacional

Entre os dias 18 e 28 de agosto de 2014 tive a feliz oportunidade de participar do 1° Colóquio Franco-Brasileiro de Análise e Criação Musicais com Suporte Computacional, realizado pelo Núcleo Interdisciplinar de Comunicação Sonora (NICS, núcleo de pesquisa que sou participante) e em parceria com a Faculdade de Engenharia Elétrica e Computação (FEEC) da Unicamp, o Instituto de Artes da Unicamp (IA), o Centro de Integração, Documentação e Difusão Cultural (CIDDIC), USP e UNESP. O Colóquio contou também com o apoio da FAPESP.

Este foi um evento especial por dois motivos: a transmissão integral das atividades online em tempo real e a participação de três integrantes do RepMus.

A Équipe de Représentations Musicales (RepMus) é um núcleo de pesquisa mantido pelo IRCAM cujo tema é a representação de estruturas musicais, linguagens e paradigmas computacionais aplicados à música. Contamos durante o Colóquio com a presença dos pesquisadores Gérard Assayag, Moreno Andreatta e Jean Bresson.

Mesa redonda – 20/08/2014

Além dos pesquisadores citados também participarão diversos pesquisadores importantes da área de música e tecnologia: Jônatas Manzolli, Stéphan Schaub, Silvio Ferraz, Fernando Iazzetta, Flo Menezes e Tuti Fornari.

Os temas abordados foram os processos avançados aplicados à análise e criação musicais a interação musical em tempo real e formalização de estruturas musicais.

Talvez o mais interessante deste Colóquio foi ênfase no aspecto prático. Diferentemente do vários congressos e simpósios na área de música, este Colóquio destinou os dois dias finais para a elaboração de atividades práticas que culminaram em um concerto realizado no Almanaque Café no dia 28 de agosto entitulado “Livre Digital: Fronteiras Musicais Tecnologias que desafi(n)am os sentidos”.

Durante esta etapa alguns pesquisadores brasileiros tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos em andamento para os convidados do RepMus  Este foi, para mim, o ponto alto do evento pois a troca de informações ao apresentar meu projeto contribuiu de forma inestimável para meu crescimento como pesquisador, além de fornecer importantíssimas informações para o andamento da pesquisa. Nesta etapa também houveram atividades práticas de experimentação de hardware e software criados pelos pesquisadores, o que intensificou o convívio dos participantes.

Existe grande crítica à prática acadêmica de música pelo foco conceitual e teórico e pelo consequente afastamento à prática musical. Este tipo de iniciativa reaproxima teoria (ou teorização) e prática, além de trazer algo palpável ao participante do evento.

Tocando com os pesquisadores – Improvisação coletiva
Tocando com os pesquisadores – Improvisação coletiva
(@Davi Moraes)
Tocando com os pesquisadores – Improvisação coletiva

 

Que venham mais eventos como esse!